quarta-feira, maio 13, 2009

ela


ela entrou na minha vida como uma luz.
foi em agosto passado.
cheguei de madrid e fui lá ter.
estava lá.
recordei-a muitos anos antes, mas só agora vi aquela luz que ilumina.
ela estava de branco. como esteve quase sempre o resto desse verão.
mas ela desde ontem está diferente.
está triste. não é triste.
parece que não tem o controle de alguma coisa.
como se algo se passasse lá dentro.
uma luta. uma batalha.
mas ela vai controlar.
controla tudo sempre tudo.
a luz está forte.
fortíssima
ela veio para ficar.
ah, a luz.
seja benvinda.

terça-feira, janeiro 27, 2009

6... a conta que Deus fez


adicionei ao blog 6 textos retirados (a ferros) da minha colaboração com a revista op. 2008 caiu e neste novo ano não faz sentido para mim não arrumar a casa. espero que a op faça o mesmo.

:-)))


Cincinatti, 1972. nasceu com 38 cms e desapareceu 1 ano depois.
consta que as crianças ficaram assustadas (e o negócio também) com o fio que se puxava atrás da cabeça e que lhes mudava a cor dos olhos. a partir daí só despertou o interesse de coleccionadores de bonecas que lhe chamavam Kenner Blythe. em 1999, a fotógrafa nova iorquina Gina Garan tornou-se a sua melhor amiga e apresentou-a a um senhor japonês que a fez renascer. desde então tornou-se um objecto de culto. até ao verão de 2004 foram produzidas 37 neo-Blythes e 48 petite Blythes. vive entre NY, Tóquio e o Ebay e já foi vestida por todos os grandes criadores. saiba tudo sobre ela neste site. e ainda há quem não acredite na reencarnação.

viva la vida!


já estiveram numa festa sem serem convidados? daquelas em que andamos por lá sem saber quem são os donos da casa?
claro que sim. pois aqui está mais uma oportunidade.
aliás, infinitas oportunidades para espreitarmos as festas dos outros. fui parar a este site por acaso. entrei e deparei-me com o paraíso das festas. fotos, fotos e fotos. na piscina, em casa, na discoteca, no concerto, em cima do carro, em cima do cão, em todo o lado. Há caras que se repetem mas não há nenhuma informação. não vi nada, não sei nada, não ouvi nada, mas que é giro é giro.

agarra que não é ladrão






















o movimento Yomango sediado em Madrid, surgiu do rescaldo das grandes concentrações antiglobalização de Génova e Praga e ataca o consumo através da desobediência civil quotidiana, criticando assim as técnicas de persuasão com que as grandes empresas vendem os seus produtos.
como? roubando.
não para matar a fome ou alimentar vícios, mas sim pelo prazer de roubar, “mangar”. neste site, promovem e aplicam técnicas de roubo, dando-lhes um conteúdo politico e artístico.
centros comerciais, cadeias de livrarias, supermercados ou museus são os alvos.
ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão.

sshhhiiiiuuuuu!


Frank Warren faz dos segredos dos outros a sua vida. neste blog, qualquer um pode fazer e enviar um cartão postal com o seu mais profundo, obscuro e perverso segredo. com a condição de nunca ter sido contado a ninguém. milhares de pessoas deixam ali os seus segredos, anonimamente. por semana são enviados 30.000 postais e só 10 ou 20 são postados online. graficamente cuidado, ligeiramente melancólico e sem publicidade, o blog é o terceiro mais visto na blogsfera. para quem preferir, já está á venda na Amazon uma compilação dos 400 melhores postais. para Frank, o segredo é a alma do seu negócio.

hey bitches!


assim se imortalizou William Sledd no universo web, com os seus filminhos “ask a gay man” colocados habilmente no you tube. assume-se como uma Internet Celebrity, este rapazinho efeminado, empregado da Gap, com cabelo duvidoso, 24 anos, muito seguro de si, e que nos dá conselhos sobre tudo o que é ou não moda. há coisa mais irritante? há! o seu site oficial. prontinho a consumir no mercado americano, torna-se hilariante e um exemplo de como se pode construir uma marca sem qualquer conteúdo, “linká-la” a tudo o que é importante e espremê-la até dar lucro. e bitch é a tua mãe!

la lalalala la la


juro que foi por acaso que dei com ela, quando procurava sites. atravessou os 80s e teve tantos êxitos quanto os cogumelos que nascem num metro quadrado em Sintra. claro que eram produzidos pelos Stock, Aitken & Waterman, que a descreveram como a voz mais sexy que alguma vez tinham produzido. e isso ajudou-a, e bastante. esta tripla também pariu Rick Astley e Hazell Dean. aqui, no site oficial, podemos bater o pézinho a ouvir todos os seus êxitos ou saber das tentativas de voltar à ribalta através do cinema e da TV. Sinitta será sempre um dos símbolos da pop trash dos anos 80. la la la.

sábado, setembro 20, 2008

old friends, new tricks


alguns amigos, leais e solidários, já estranhavam que eu ainda não tivesse exteriorizado uma falsa amizade revelada há pouco tempo, mas que se pensar bem começou há 16 anos atrás.
geralmente sou bastante agressívo e vingativo, mas aqui felizmente resolveu-se e esta vai ser a última vez que vou referir este assunto.
há um ditado antigo que diz: "um amigo bom e fiel vale mais que um tesouro".
não concordo!
segundo a minha experiência dos últimos 2 meses eu corrigiria-o para: "um tesouro garantido vale mais que um bom amigo".

VAI-TE FODER DONA SUSANA!

quarta-feira, maio 28, 2008

hola!


em espanha tudo é excessivo.
a paisagem.
o calor.
as touradas.
a dimensão geográfica.
os 40 milhões de pessoas.
as suas 50 províncias.
as 17 comunidades autónomas.
3 delas com autonomia e língua própria (catalão, galego e basco).
os arquipélagos das canárias e baleares.
as cidades autónomas de ceuta e melilla.
e ainda o enclave de llívia.
o seu prestígio cultural reflecte-se nos prémios goya
ou no festival de cinema de san sebastian.
o prestígio religioso do roçio ou santiago de compostela
arrastam multidões.
assim como milhões e milhões são mobilizados nas ruas
em defesa das mais variadas causas.
há uma consciência e participação cívica inexistente em portugal.

no princípio do ano estive em madrid
e andei com um cartaz q me deram p as mãos
a protestar contra a eta e as suas negociações
com o governo espanhol.
estiveram na rua (apesar de haver sempre várias fontes
- organização, jornais e polícia) cerca de 1,5 milhão de pessoas.
as tardes caem e as ruas enchem-se por todo o lado.
os museus abrem e encerram cheios de gente.

a forma como falam.
a forma como riem.
a forma como as espanholas se arranjam.
a forma como fazem ganzas na rua.
a forma como a noite começa cedo.
a forma como as noites acabam tarde.
a forma como desde 1975 (queda de franco),
1986 (adesão à comunidade europeia),
1992 (madrid foi capital europeia da cultura, sevilha acolheu a expo92
e barcelona foi anfitriã dos jogos olímpicos)
espanha descolou do todos os seus vizinhos
e neste século está-se a tornar uma das maiores
potências económicas mundiais,
envergonhando política/económica e socialmente
muitos dos seus parceiros da união europeia.
a forma como o país se une à volta de um líder.
a visão que esse líder tem para o seu país.

e citando o rei juan carlos no seu discurso,
aquando da adesão à cee em 1986
"espanha é a minha pátria, portugal é o meu país."

sexta-feira, maio 23, 2008

o requinte



estou farto. é definitivo. foi neste último fim de semana. tomei consciência de que me fartei de um certo número de coisas. acho que é finalmente a idade a começar a fazer das suas. a dita maturidade. cansei-me de ser quase sempre eu a programar a vida social do meu grupo de amigos. a partir de agora não mexo nem mais um corno.

uma das minhas melhores amigas não chegou a conhecer as minhas últimas 3 casas. eu é que ia sempre à dela. outra, cada vez que lhe pergunto se quer jantar fora ou em casa diz que tem já 15 coisas para fazer mas agradece que a continue a convidar. outro queixa-se sempre que não é convidado para jantar nenhum, mas quando é nunca pode porque tem sempre alguma merda para fazer. outros nunca marcam nada, resolvem à última hora e, ou fazem jantares em casa a servirem batata frita pála pála e carne de porco em fatias, ou arrastam-se penosamente pelos restaurantes nocturnos à espera de uma mesa qualquer.

depois há aqueles que não são íntimos mas cada vez que nos encontramos dizem que temos que ir jantar (é em aberto, deixam a data em suspenso) e, porque há muita saudade. só destes lembro-me duns 7 ou 8.

já não se recebe em casa. já não se convida para jantar, já não há o hábito de se beberem cocktails na sala, já não se fazem lanches, com limonada, geleias e pão de forma aparado, já não se oferece vinho (aos homens) e flores (às senhoras) quando se é convidado para jantar em casa de alguém, já não se abre a porta para as pessoas passarem, já não se põe a mão à frente quando se boceja, já ninguém se inibe de espetar o dedo mindinho no tímpano e agitá-lo vigorosamente, já muita gente manda o fumo do cigarro para a mesa ao lado, quase ninguém se veste para sair à noite, quase nenhuma mulher calça bem, muito poucos cuidam dos cabelos, e da pele, e dos pés, e dos calos, e das unhas.

será que os meus amigos estão a perder o requinte? será que nunca o tiveram? será que o dinheiro compra requinte? não me parece.

que a palavra requinte se tenha desgastado totalmente com o passar do tempo já se sabe, pois quase só é utilizada como assinatura duma antiga marca de chocolates.

sempre tive o hábito de pelo menos de 15 em 15 dias fazer um jantar, com todo o ritual que a isso obrigava, que ia da escolha da ementa, a compra dos ingredientes e a sua confecção, compra de flores, decoração da mesa, até ao filme que criteriosamente era posto a passar na televisão, sem som. quase sempre o joan of arc do dreyer, embora por vezes fosse o alexandre nevski e o trash. escolhia o lugar das pessoas à mesa e pensava em todas as possibilidades de pedidos que os meus convidados podiam fazer. nada podia falhar.
o vinho era sempre calculado 1 garrafa por pessoa para não haver misturas de marcas. tinha sempre no bar whisky novo, velho e bourbon, gin, vodka, martini, campari, porto, cachaça, água tónica, com gás, lisa, coca cola e light, limão e limas. e o congelador sempre a abarrotar de gelo.

fui educado pelos meus pais com todos aqueles valores que me fizeram crescer de uma forma segura e saudável, embora me lembre de alguma disciplina na minha infância e da mesa de jantar onde era obrigado a permanecer silenciosamente sentado até os adultos se levantarem. nunca se brincava a seguir à janta e a hora de deitar era sagrada. lembro-me também de me contarem desde sempre q qd a minha avó ia visitar as irmãs levava a sua bengala, a empregada (na altura chamava-se criada) e uma cadeira, que era colocada em cada lance de escada para a senhora descansar, até atingir o seu destino (lá para o 4º ou 5º andar). sempre soube utilizar todos os talheres duma mesa, não falar quando outros falam, respeitando sempre o espaço de quem estivesse ao meu lado. cresci assim.

para muitos é boa educação, para mim, ainda é requinte.

terça-feira, julho 24, 2007

a new era, a new profile



I was born, raised and educated in the white trash ghetto of campo de ourique in lisbon.
I do drink water but I prefer vodka. I don´t trust many people. I have learned /the hard way) to be selective about the company I keep. I tend to prefer straight company although 3 of my really close friends are gay. I would never aspire to be "straight-acting" whatever that means. does it mean you have to wear naff sports clothes, have a bad hair cut, own a pit bull, watch football and treat women like shit? It´s a meaningless term. I thrive on sarcasm and a pretence of bitchiness. I never email people as often as I should. I´m an haagen-dazs-a-holic. I have a serious sweet tooth. I love cheese and marmalade cubes. I eat meat. I smoke tobacco to. I have 5 tattoos. nothing is pierced and never will be - I just don´t think it would suit me. I prefer sex in a relationship but unfortunately one eludes me. I didn´t think I got turned on by uniforms but I was watching Cher´s "turn back time" video on the TV recently and have to admit that seeing al those american sailors in their white uniforms with flared trousers and those cute little hats was quite a turn-on. I´m not impressed with fashion labels but I do like well made clothes which may often have a "label". I love almost all sorts of music - anything from joy division to natália de andrade.

domingo, junho 17, 2007


estou fora há tempo demais, raros são agora os fins de semana passados em lisboa. a cidade está-me estranha.