sexta-feira, junho 30, 2006

days of 1903 (cavafy claro)






















I never found them again - the things so quickly lost....
the poetic eyes, the pale
face.... in the dusk of the street....

I never found them again - the things acquired quite by chance,
that I gave up so lightly;
and that later in agony I wanted.
the poetic eyes, the pale face,
those lips, I never found again.

sexta-feira, junho 23, 2006

...desde ha uns dias


em meditação profunda.

segunda-feira, junho 19, 2006

o seu a seu dono






















“复制”系列的想法产生于2004年初,我计划选择一部分当代艺术名作,通过行为与摄影等方式加以“复制”,其中东村艺术家集体创作的“为无名山增高一米”以及高氏兄弟的“拥抱”都在我的计划之中,我的想法得到了高氏兄弟的认同和帮助。2005年10月我得到一个展览的邀请,我决定在这个展览中首先展出以“复制”手段完成的“比无名山增更高”(仿“为无名山增高一米”),我把我的想法告诉了我将邀请参与其中的朋友们,得到了大家的积极响应,同时我提议成立一个国际女性艺术家小组,共同完成“复制”计划,并且决定与大家共同分享这些作品的版权和创作成果,为此,我还撰写了一份“协议书”分发给大家,请大家签署,以保证参与者的权利和义务。

  行为计划如期实施。

  时间:2005年10月29日

  地点:妙峰山

  艺术家:鲁飞飞等

  摄影师:高氏兄弟

  摄像师:李辰子

  出资:高氏兄弟、鲁飞飞

  不同于“为无名山增高一米”的地方是,他们的行为以男性为主,而且都是中国艺术家,而我们的作品则是女性为主,参与者的国籍各异。我想以此强调女性艺术家参与当代艺术的意义,并且以此加强国际艺术家之间的交流与合作。在完成“复制”行为之后,我们又接受了高氏兄弟的提议:让大家面朝天空堆积在一起,以此区别原版 “为无名山增高一米” ,从而使这个“复制”作品从观念上有了某种超越性。

  尽管在实施行为过程中,大家因某些版权方面的细节有些不同意见,但实施过程中的,大家情绪都非常高涨热烈,作品最终顺利完成。

  遗憾的是行为结束后,个别参与的朋友反悔,不同意发表这个作品。这导致了参与者们意见发生了分歧,有关发表这个作品的事宜不了了之。

  半月前,有朋友来电告诉我,有些艺术家要做一个和我们做的作品完全一样的作品,希望我早些把已经完成的作品发布到网上,以免其他艺术家做重复性的劳动,因我4月作为高氏兄弟的助手受邀随行来英国实施他们的“拥抱”行为后至今仍在伦敦逗留,不方便上网,无法及时与有关这个作品的朋友们联系,所以将此事搁置下来。

  刚刚在网上见到美术同盟发出“仿•为无名山增高一米”以及张海涛的“自访自谈”,我觉得,为了我所信奉的艺术原则,我决定将我于2005年10月29日组织大家共同完成的《复制·比无名山更高》发表出来。这样做,并非仅仅为了说明我们的“复制”行为在先,更不认为他们一定是剽窃了我的想法(尽管我们所做的“复制”行为早已经被圈内一些艺术家所谈论),“撞车”的现象在艺术家的创作中屡见不鲜,而是想借此引发一种学术思考和讨论:为什么艺术家的想法如此相似?这个现象对我本人来说也是一种有益的提醒。

  因为时间和地理原因,我无法一一征求参与过我们行为的朋友们的意见,为了表示对曾经参与过这个行为的朋友们的尊重,我选择了两张最不露形象的照片,并且对个别形象做了必要的遮蔽性处理。艺术家名单也以“从略”二字隐去大家的姓名。

  我曾经致电行为参与者,限期对我拟订的“协议书”提出修正意见(否则视为自动放弃版权),结果是令我遗憾的不了了之。尽管如此,我声明:我将仍然乐意认同参与过这个行为的朋友是这个作品的作者之一,认同者可以在10天内以电邮方式通知我或直接通告独家报道的美术同盟网站。我很高兴将认同者的名字补充在艺术家列名中,并且愿意和响应者共同分享这个作品的版权。

  同时也希望获得不认同自己是这个作品作者之一的朋友们的理解和原谅。

  再一次表示对所有参与者们最大的谢意!

  2006年5月24日于伦敦

  附:鲁飞飞简历

  1980年出生,现旅居伦敦

  从事写作、艺术创作。

  曾出版插图本小说《欲望的青苹果》2005 湖南美术出版社

  将出版的小说《2080年水城之恋》 重庆出版社

quarta-feira, junho 14, 2006

à noite nem todos os gatos sao pardos






















neste último fim de semana, e antecipando-o a quinta-feira, tive num certo número de festas (ou jantares) q me mostraram q o divertimento social ou o bem estar nocturno nem sempre passa pelo álcool excessivo, pelo "hung up" da madonna ou pela porta do lux.

quinta à noite dei por mim a jantar no bairro alto, numa esquina vermelha numa despedida de uma pessoa q trabalhou perto de mim durante 3 meses.
21 anos era a idade dela e muitos dos q lá estavam tinham mais ou menos essa idade, tendo um deles feito nessa noite precisamente 20 anos.
seguiu-se um roteiro nocturno por sítios q nem sabia q existiam e q tinham sequer frequentadores, onde o preço de uma cerveja variava entre 1€ e 1,5€. tanto se bebia sangria com vinho do porto como shots de vodka de marcas desconhecidas (p mim devia chamar-se vodca).
a banda sonora q nos acompanhou ia desde os new order (uma novidade excêntrica p a maior parte da criançada) aos cantares alentejanos (roçando mesmo o verão quente de 1975).

sexta à noite foram os anos dum amigo q fez (acho eu) 33, aqui já outra colheita e com muito mais sumo.
o sítio foi escolhido criteriosamente e não podia ser mais acertado - a catedral "marisqueira chinesa/karaoke" na conde redondo.
espaço nostálgico e quase mítico p mim e p muitos amigos meus, pois das saídas mais divertidas e animadas q já tive, muitas foram lá passadas.
todos conversámos, fumámos, bebemos, dançámos, cantámos, desmaiámos em interacção com outros 2 grupos enormes q repartiam esse espaço (e eu jurava q num deles estava o josé castelo branco).
havia 2 ementas.
uma com todo o género de pratos (alguns por encomenda prévia) e outro (muito mais grosso) com todo o género de músicas (deste podia-se e devia-se encomendar na altura).
a festa acabou como acabam sempre.
drasticamente.
corridos de lá p fora meia hora depois do restaurante ter encerrado, às 2 e tal da manhã.
o programa B foi uma passagem rápida pelo bairro alto, seguindo directamente p outra catedral, esta bem mais selvagem e bem mais arejada (aqui é o pudor q me impede de entrar em pormenores).

sábado à noite.
a partir das 21h, os anos duma amiga fotógrafa italiana (namorada de 1 amigo doutro amigo).
cerca de 40 pessoas enfiadas no alto de uma colina (c uma vista deslumbrante) rodeada de majericos, suor, balões, sardinhas e bancas de café ( a 2 euros) por todos os lados.
a entrada foi chouriço assado e caldo verde, seguido de 2 sardinhas com salada de pimentos (tudo coisas q eu adoro...!) com um segundo prato de entremeada (q tb é do melhor) e muitos sacos de sangria saídos duma embalagem tetrapack c torneirinha (nunca tinha visto uma tão grande) q estava em cima do balcão.
arroz doce à discrição (caseiro claro, pois embora estivéssemos num último andar, não era terraço)
a música mais repetida da noite (a seguir aos parabéns a você) foi "é o bicho, é o bicho".
foi divertido mesmo, e p mim o melhor da noite foi o apetite appeal dos bolos de aniversário (sim, eram 2 de chocolate, lindos) e a alegria da valeria.
depois descemos junto ao povo onde dançámos até o som acabar e mudámos p outro largo (este mais sombrio e completamente vazio) onde uns amigos estão a fazer um bar.
ligou-se a música e abriram-se garrafas.
saí mais cedo q os outros de alfama e não havia um único táxi livre na 24 de julho.

domingo dia livre p ir para a casa do meco e apanhar sol. com expresso, protector solar e sopa de peixe.
e muita, muita água.

segunda à noite (lembro q era véspera de feriado) estava no meco.
trabalhei o dia todo e por volta das 19h atravessei a ponte (eu e meia lisboa).
no meco tentei um sítio p jantar e estava tudo fechado (lembro outra vez q era véspera de feriado em lisboa) e sendo a maior frequência da aldeia, pessoas q têm casa lá, ou q vão lá de propósito achei estranho.
até o "maria adelina" (o bar mais in da terra) estava encerrado e começou-me a dar uma saudade de civilização, q crescia proporcionalmente à fome q começava a sentir.
lá descobrimos um restaurante novo (q já teve mais proprietários do q a elsa raposo namorados, desde a rita ribeiro, ao dono do "stacha" do b.a. até à maquilhadora manela).
gira a decoração e o lavatório da casa de banho.
o ambiente é típico do meco, "lesbian friend chic" c os dentes muito cuidados.
um mimo.
os pratos excessivamente caros, mesmo p o poder de compra lesbiano.
os normais variavam entre os 18€ e os 20€.
não pedimos vinho, nem sobremesa e escolhemos wok´s de porco preto q estavam muito em conta, 12,5€.

depois fui até casa e resolvi ir até à outra casa (a de lisboa, claro) pois um amigo ligou-me a dizer q a mulher tinha arranjado convites p uma festa no bhuda bar (não o de paris, mas o de alcântara).
era suposto ir mais 1 amigo (embora tivesse uns problemas c a namorada p sair de casa - vão casar em setembro) mas mesmo assim a coisa correu benzinho.
foi uma saída só de homens.
felizmente não vi a maya, mas vi muitas outras coisas q acho q preferia ter a senhora a tirar-me as cartas à porta.
nem cinhas, nem canichas, nem pimpinhas, só betos pretenciosos e louras c as madeixas todas iguais.
de vez em qd ainda havia alguém alternativo (q deve ter entrado por engano), mas mesmo assim foi giro.
fiquei c a certeza q não quero voltar ali.
é como provar iscas e cuspi-las de seguida p ter a certeza de q não se gosta.

a parte boa é q vi q lisboa à noite não é só o sul do bairro alto e o lux.
e além disso fotografei muitas sanitas diferentes.


P.S.
lembro q hj é quarta-feira 14, véspera de feriado.
vou ter um jantar na rua luz soriano.
vou voltar ao sul do bairro alto.

sexta-feira, junho 09, 2006

ao melchior

quinta-feira, junho 08, 2006

ar condicionado