à noite nem todos os gatos sao pardos

neste último fim de semana, e antecipando-o a quinta-feira, tive num certo número de festas (ou jantares) q me mostraram q o divertimento social ou o bem estar nocturno nem sempre passa pelo álcool excessivo, pelo "hung up" da madonna ou pela porta do lux.
quinta à noite dei por mim a jantar no bairro alto, numa esquina vermelha numa despedida de uma pessoa q trabalhou perto de mim durante 3 meses.
21 anos era a idade dela e muitos dos q lá estavam tinham mais ou menos essa idade, tendo um deles feito nessa noite precisamente 20 anos.
seguiu-se um roteiro nocturno por sítios q nem sabia q existiam e q tinham sequer frequentadores, onde o preço de uma cerveja variava entre 1€ e 1,5€. tanto se bebia sangria com vinho do porto como shots de vodka de marcas desconhecidas (p mim devia chamar-se vodca).
a banda sonora q nos acompanhou ia desde os new order (uma novidade excêntrica p a maior parte da criançada) aos cantares alentejanos (roçando mesmo o verão quente de 1975).
sexta à noite foram os anos dum amigo q fez (acho eu) 33, aqui já outra colheita e com muito mais sumo.
o sítio foi escolhido criteriosamente e não podia ser mais acertado - a catedral "marisqueira chinesa/karaoke" na conde redondo.
espaço nostálgico e quase mítico p mim e p muitos amigos meus, pois das saídas mais divertidas e animadas q já tive, muitas foram lá passadas.
todos conversámos, fumámos, bebemos, dançámos, cantámos, desmaiámos em interacção com outros 2 grupos enormes q repartiam esse espaço (e eu jurava q num deles estava o josé castelo branco).
havia 2 ementas.
uma com todo o género de pratos (alguns por encomenda prévia) e outro (muito mais grosso) com todo o género de músicas (deste podia-se e devia-se encomendar na altura).
a festa acabou como acabam sempre.
drasticamente.
corridos de lá p fora meia hora depois do restaurante ter encerrado, às 2 e tal da manhã.
o programa B foi uma passagem rápida pelo bairro alto, seguindo directamente p outra catedral, esta bem mais selvagem e bem mais arejada (aqui é o pudor q me impede de entrar em pormenores).
sábado à noite.
a partir das 21h, os anos duma amiga fotógrafa italiana (namorada de 1 amigo doutro amigo).
cerca de 40 pessoas enfiadas no alto de uma colina (c uma vista deslumbrante) rodeada de majericos, suor, balões, sardinhas e bancas de café ( a 2 euros) por todos os lados.
a entrada foi chouriço assado e caldo verde, seguido de 2 sardinhas com salada de pimentos (tudo coisas q eu adoro...!) com um segundo prato de entremeada (q tb é do melhor) e muitos sacos de sangria saídos duma embalagem tetrapack c torneirinha (nunca tinha visto uma tão grande) q estava em cima do balcão.
arroz doce à discrição (caseiro claro, pois embora estivéssemos num último andar, não era terraço)
a música mais repetida da noite (a seguir aos parabéns a você) foi "é o bicho, é o bicho".
foi divertido mesmo, e p mim o melhor da noite foi o apetite appeal dos bolos de aniversário (sim, eram 2 de chocolate, lindos) e a alegria da valeria.
depois descemos junto ao povo onde dançámos até o som acabar e mudámos p outro largo (este mais sombrio e completamente vazio) onde uns amigos estão a fazer um bar.
ligou-se a música e abriram-se garrafas.
saí mais cedo q os outros de alfama e não havia um único táxi livre na 24 de julho.
domingo dia livre p ir para a casa do meco e apanhar sol. com expresso, protector solar e sopa de peixe.
e muita, muita água.
segunda à noite (lembro q era véspera de feriado) estava no meco.
trabalhei o dia todo e por volta das 19h atravessei a ponte (eu e meia lisboa).
no meco tentei um sítio p jantar e estava tudo fechado (lembro outra vez q era véspera de feriado em lisboa) e sendo a maior frequência da aldeia, pessoas q têm casa lá, ou q vão lá de propósito achei estranho.
até o "maria adelina" (o bar mais in da terra) estava encerrado e começou-me a dar uma saudade de civilização, q crescia proporcionalmente à fome q começava a sentir.
lá descobrimos um restaurante novo (q já teve mais proprietários do q a elsa raposo namorados, desde a rita ribeiro, ao dono do "stacha" do b.a. até à maquilhadora manela).
gira a decoração e o lavatório da casa de banho.
o ambiente é típico do meco, "lesbian friend chic" c os dentes muito cuidados.
um mimo.
os pratos excessivamente caros, mesmo p o poder de compra lesbiano.
os normais variavam entre os 18€ e os 20€.
não pedimos vinho, nem sobremesa e escolhemos wok´s de porco preto q estavam muito em conta, 12,5€.
depois fui até casa e resolvi ir até à outra casa (a de lisboa, claro) pois um amigo ligou-me a dizer q a mulher tinha arranjado convites p uma festa no bhuda bar (não o de paris, mas o de alcântara).
era suposto ir mais 1 amigo (embora tivesse uns problemas c a namorada p sair de casa - vão casar em setembro) mas mesmo assim a coisa correu benzinho.
foi uma saída só de homens.
felizmente não vi a maya, mas vi muitas outras coisas q acho q preferia ter a senhora a tirar-me as cartas à porta.
nem cinhas, nem canichas, nem pimpinhas, só betos pretenciosos e louras c as madeixas todas iguais.
de vez em qd ainda havia alguém alternativo (q deve ter entrado por engano), mas mesmo assim foi giro.
fiquei c a certeza q não quero voltar ali.
é como provar iscas e cuspi-las de seguida p ter a certeza de q não se gosta.
a parte boa é q vi q lisboa à noite não é só o sul do bairro alto e o lux.
e além disso fotografei muitas sanitas diferentes.
P.S.
lembro q hj é quarta-feira 14, véspera de feriado.
vou ter um jantar na rua luz soriano.
vou voltar ao sul do bairro alto.


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home